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A Ministra da saúde indica que vai aumentar a vacina contra a dengue, mas diz que não tem uma epidemia em todo o país.

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A Ministra da Saúde, Nísia Trindade, falou hoje que estão planejando aumentar a vacina contra a dengue. Ela teve uma reunião pela manhã com a Fiocruz e o Instituto Butantã para discutir isso.

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Sobre as vacinas que já chegaram ao Brasil, a ministra disse que ainda não sabem quando vão ser distribuídas nas cidades. Quanto ao aumento da doença, Nísia explicou que é uma epidemia em uma área específica, não em todo o país (leia mais abaixo).

“Tivemos uma reunião muito importante com o chefe do Butantã e da Fiocruz para aumentar a vacinação — pensando na vacina que já faz parte, Qdenga (…), e na vacina do Butantã (…). Vamos trabalhar juntos nisso. No caso da Fiocruz, não apenas usando sua própria capacidade, mas também pedindo ajuda para organizar possíveis parceiros particulares para expandir a vacinação”, afirmou a ministra.

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Nísia explicou que isso não é a solução para as cidades que estão em apuros, como o Rio de Janeiro, Minas Gerais e Distrito Federal.

Ela falou isso no início das atividades do Centro de Operações de Emergência (COE) contra a dengue, em Brasília. O COE vai ser um lugar importante em todo o país para juntar e estudar dados, fazer relatórios e compartilhar informações através de boletins e avisos de saúde.

Para isso, vamos ter encontros todos os dias para ficar de olho na situação de saúde e nas coisas que estão sendo feitas para lidar com a emergência que está acontecendo. Vamos fazer relatórios todos os dias, toda semana ou todo mês.

Sobre a epidemia, a ministra disse que ela está acontecendo mais forte em três partes do país.

“Temos problemas de doenças que estão se espalhando em algumas cidades, como no Rio de Janeiro, no Distrito Federal, no Acre e em Minas Gerais. A dengue é uma doença que está relacionada ao ambiente em que vivemos, ou seja, depende dos mosquitos e das condições que favorecem sua reprodução. Atualmente, há um aumento de casos nas regiões Sudeste, Centro-Oeste e Sul, incluindo o estado do Paraná, mas isso não significa que seja uma situação de emergência em todo o país. É mais uma epidemia que está acontecendo em nível local, não a nível nacional”, conforme explicou Nísia.

Perguntaram à ministra sobre as 750 mil doses que chegaram ao Brasil em 20 de janeiro, e ela disse que ainda não sabe quando serão entregues. Em janeiro, o Ministério da Saúde disse que as cidades receberiam essas doses em fevereiro.

“Essas doses que chegaram passam por uma análise na Anvisa, como todas as vacinas, para garantir que estejam dentro das regras de qualidade e estabilidade. Depois de aprovadas pelo instituto de qualidade da Fiocruz, elas serão distribuídas, dando prioridade aos municípios da lista. Ainda não temos essa informação hoje, mas teremos na próxima semana”, explicou a ministra.